...se a minha arte for eterna,
prefiro-a cheia de
imperfeições eternas,
e - cheio de mim - eu serei
eternamente imperfeito,
como se eternamente eu
cantasse as mais imperfeitas
e belas canções...
André Boniatti: O Polímata do Segundo Milênio
André Boniatti (Ph.D.) é a definição do intelectual contemporâneo: um polímata que transita entre a exegese acadêmica e a disrupção artística.
Com uma carreira iniciada ainda na década de 1990, sua atuação integra o rigor da pesquisa em Letras e Filosofia à produção de vanguarda no teatro, cinema, artes plásticas e literatura. Como acadêmico, desvendou enigmas da poesia luso-brasileira e definiu caminhos metodológicos; como diretor, levou o teatro a espaços não convencionais; e como artista multimídia, expande a "alfabetização da alma" em escala trilíngue.
Neste espaço, você encontra um Diálogo Poético com André Boniatti entre o
e a persona artística de Anboni Bonã
não sei por que,
entre a soberba e a delicadeza,
meu coração desenha
sombras
de pó de giz no pensamento. meu coração estupendo,
pequeno. meu coração-
sorriso-de-sol.
triste derrepentemente, nas mais das vezes;
de natureza, assim, concentrado,
como o molho
de tomate na caixinha.
não sei por quê.
orgulhoso, soberbo de pequenos sonhos,
mas quasemente desligado das coisas
grandes,
das geladeiras de 1000 litros,
dos aceleradores de cem mil watts, - que pobre eu
na minha alegria interna!
na cisterna eterna da minha tolice estranha!
um coitado!
contanto, eu penso que feliz!
eu penso que diu
-turno
na hora certa e
noturno
quando a noite se faz. no mais:
honestamente,
não sei por quê: mas esta vontade de cantar eterna
a dureza dos lábios teus,
mundo e desmundo!...
cântico eterno! - andré boniatti
Mulheres chorando
(clique para ouvir)











